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Municípios da Península de Setúbal pedem diálogo e soluções para garantir proximidade nos cuidados de saúde

Os nove municípios da Península de Setúbal reuniram hoje com a Ana Paula Martins, Ministra da Saúde, e com Álvaro Santos Almeida, Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para discutir a decisão de encerrar as urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital do Barreiro. Uma medida que afeta diretamente as populações da região e que, segundo os autarcas, foi tomada sem diálogo prévio com os municípios.

Durante a reunião, a Ministra da Saúde reconheceu que o encontro com os autarcas deveria ter ocorrido antes da decisão ter sido comunicada, sublinhando que nunca houve intenção de excluir os municípios do processo de diálogo.

O Diretor Executivo do SNS explicou que a decisão resulta sobretudo da escassez de médicos obstetras nas três Unidades Locais de Saúde da região, onde o número de especialistas é atualmente muito reduzido. 

Segundo o Governo, não está previsto o encerramento do serviço no Barreiro, mas sim a relocalização da urgência de obstetrícia e ginecologia para o Hospital Garcia de Orta, mantendo-se no Barreiro o acompanhamento de grávidas, consultas e outras respostas assistenciais. Assim, continuará a ser possível o nascimento de crianças no hospital.

A tutela explicou ainda que esta reorganização se enquadra na criação de um Centro de Elevado Desempenho para a Península de Setúbal, com urgência centralizada em dois polos: Almada e Setúbal, acompanhado de um investimento adicional de cerca de cinco milhões de euros.

O presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Fernando Pinto, afirmou compreender a complexidade da situação, mas manifestou frustração por os autarcas não terem sido envolvidos previamente na discussão de uma decisão com impacto direto nas populações. Fernando Pinto sublinhou que a saúde deve ser um serviço de proximidade e alertou para o risco de medidas centralizadoras se tornarem permanentes, defendendo que o país precisa sobretudo de soluções que reforcem recursos humanos e infraestruturas na região.

Aproveitando o encontro, o autarca entregou ainda à Ministra da Saúde um pedido formal de apoio do Ministério para a requalificação e ampliação do Centro de Saúde de Alcochete, cuja infraestrutura mantém praticamente as mesmas condições há 27 anos. A Câmara Municipal disponibilizou-se para suportar os custos do projeto técnico, solicitando ao Governo o financiamento da obra.

Foi igualmente destacada a necessidade de melhorar as condições da extensão de saúde do Samouco, quer ao nível das instalações quer dos recursos humanos, garantindo respostas de proximidade à população daquela freguesia.

O presidente da Câmara reafirmou total disponibilidade para continuar a trabalhar com o Ministério da Saúde na procura de soluções que defendam os interesses das populações do concelho e da região.

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