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Presidente da Câmara reclama intervenção imediata da APL na ponte-cais



Na reunião que se realizou esta quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Fernando Pinto, manifestou publicamente o seu sentimento de revolta em relação à falta de resposta da Administração do Porto de Lisboa (APL) face à situação em que se encontra a ponte-cais de Alcochete e o respetivo pontão.


“A relação entre o município e a APL continua marcada por falhas persistentes de articulação, apesar de sucessivas tentativas de cooperação por parte do Município de Alcochete”, disse o autarca.

“A Câmara não dispõe de meios financeiros, técnicos ou humanos para assumir responsabilidades que pertencem ao Estado e aos organismos dele dependentes. A situação da ponte-cais e do pontão é urgente e exige intervenção imediata da APL, sob pena de perda de operacionalidade e riscos para a segurança”, acrescentou Fernando Pinto.

O autarca salientou que “a comunicação do município tem sido clara, assente em princípios de serviço público e na defesa do interesse coletivo”, mas que “permanece uma dificuldade estrutural na articulação com a APL, cuja colaboração deveria ser contínua, profícua e eficaz, mas que, na prática, teima em não acontecer”.

“Nesta semana voltámos a reiterar, com carácter de urgência, a necessidade de intervenção da APL na nossa ponte–cais, cujas guardas e estruturas complementares exigem reparação imediata” e “o pontão, apesar de ter sido intervencionado pela anterior administração da APL, apresenta já danos que comprometem a sua utilização futura”, referiu Fernando Pinto.

O presidente da Câmara Municipal de Alcochete “considera imperativo que a APL desperte em definitivo para a gravidade dos problemas que afetam este território”.

“Esta é uma temática elementar para aquilo que é o nosso trabalho, nomeadamente do ponto de vista da promoção do nosso território, da nossa frente ribeirinha, das nossas tradições marítimas e acima de tudo isso, uma coisa que é mais importante, a segurança de quem utiliza quer a ponte–cais, quer o respetivo pontão”, concluiu.

 

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