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A.P.S.A e Filhos Lda de Bruno Ambrósio

  • 16 ABR 2026

Localização: Fórum Cultural de Alcochete

Categoria: Teatro

Um talho. Duas personagens. Uma história que corta fundo! 

Amanhã, 16 de abril, sobe ao palco do Auditório Maestro António Menino, um espetáculo intenso e provocador que mistura teatro físico, narrativa familiar e reflexão social. 

Em cena, dois intérpretes transformam carne enquanto partilham memórias do negócio de família — entre rotinas mecânicas e histórias pessoais, revelam-se temas como herança, identidade, doença e a pressão dos papéis de género. 

Aceite o convite para um espetáculo que cruza o humano e o mecânico e o leva a uma experiência envolvente e desconfortável ao mesmo tempo. 

Não se limita a contar-lhe uma história, vai fazê-lo senti-la! 

Informação adicional:

hora: 21h00

Duração: 90 minutos
Público: M/16
Co-produção: Câmara Municipal de Alcochete
Apoios: Câmara Municipal de Alcochete, Centro Nacional de Cultura e DGARTES – Direção-Geral das Artes / República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto
Observações: Espetáculo Gratuito. Levantamento de bilhetes no dia do espetáculo na bilheteira do Fórum Cultural. Limitado aos lugares existentes
Informações: 212 349 640 | forum.cultural@cm-alcochete.pt 


Sinopse:

A ação decorre num talho, na sala de transformados e preparados. Ao centro, uma mesa de corte, uma pequena trituradora, um alguidar e uma máquina manual que molda a carne moída em hambúrgueres. Dois atores executam, em cena, todas as ações necessárias para transformar a carne. Uma terceira entidade feminina paira sobre a ação.

Enquanto trabalham, os dois atores contam histórias do negócio de família. Entre gestos técnicos e rotinas repetidas, emergem trivialidades da infância com o pai e da adolescência com a mãe. Explicam os processos de corte e tratamento da carne, os sistemas de abate e as lógicas do comércio animal, enquanto percorrem também os meandros das suas hereditariedades: a relação conjugal dos pais, os legados familiares e a perversa noção de masculinidade que os atormenta desde crianças.

À medida que as histórias se acumulam, as personagens aproximam-se do presente. Uma delas recebe o diagnóstico de uma doença degenerativa crónica e começa a relacionar essa revelação com os seus conflitos de identidade — precisamente no momento em que se prepara para assumir a gestão do negócio, um papel historicamente reservado aos homens da sua família.

Entre a materialidade da carne e a lógica mecânica das máquinas, instala-se um ambiente quase distópico, atravessado por ecos de múltiplos universos possíveis. Nesse espaço ambíguo, na dicotomia carne-máquina, o espetáculo procura arrastar o público para dentro da engrenagem íntima e familiar que se desenrola em cena.

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