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Parceiros locais participam em workshop sobre alterações climáticas

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05 Dezembro 2018

Os parceiros estratégicos locais deram ontem, dia 4 de dezembro, os seus contributos para a elaboração do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML) no âmbito do workshop promovido pela AML, que decorreu no auditório da Biblioteca de Alcochete.

A sessão de abertura contou com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Pinto, e do Primeiro-secretário Metropolitano, Carlos Humberto de Carvalho e esta iniciativa contou também com a participação dos vereadores Maria de Fátima Soares, Pedro Lavrado, Vasco Pinto, Pedro Louro e Estêvão Boieiro e ainda do presidente da Junta de Freguesia de São Francisco, João Santos.

“A consciencialização sobre as alterações climáticas e os impactes esperados, e alguns entretanto já verificados, sobre os sistemas naturais, a economia, a sociedade e sobretudo sobre a vida das nossas populações, ditam a necessidade destes workshops dinamizados pela Área Metropolitana de Lisboa nos 18 municípios que a compõem”, referiu o Presidente da Câmara.

Consciente da realidade das alterações climáticas, Fernando Pinto considerou que “mesmo que os esforços globais com vista à redução das emissões venham a dar resultados, algumas alterações climáticas são já inevitáveis, sendo por isso necessário pensar e implementar ações complementares que visem uma adaptação aos seus impactes”.

“O PMAAC-AML vai permitir conhecer de forma aprofundada os riscos, os impactes e vulnerabilidades a nível local e metropolitano dos fenómenos das alterações climáticas e só através deste conhecimento se poderão delinear as medidas, métodos, práticas e estratégias que permitem prevenir ou minimizar os impactes e estas estratégias envolvem necessariamente as entidades públicas e privadas e sobretudo as populações”, salientou o autarca.

Fernando Pinto disse que “precisamos de inovar o nosso sistema económico, os nossos hábitos de consumo, as nossas opções de investimento público e privado” e incentivou a que todos “sejamos capazes de pensar, idealizar, discutir e implementar as ações necessárias para minimizar as consequências do rápido e arriscado processo de mudança climática que todos estamos a presenciar”.

Carlos Humberto de Carvalho, Primeiro-secretário Metropolitano, também sublinhou a urgência de serem tomadas medidas em relação às mudanças climáticas, que têm uma dimensão planetária e com “consequências na vida de cada um de nós”. “É nossa obrigação, em particular daqueles que são decisores, seja a que nível for, por um lado, conhecer e, por outro lado, disseminar esse conhecimento, preparar a sociedade e os cidadãos para essas alterações e em que medida as podemos mitigar e adaptarmo-nos”, afirmou Carlos Humberto de Carvalho.

Este responsável sublinhou que o PMAAC-AML tem como objetivos capacitar as instituições, “mas quando se diz preparar as instituições não é só a instituição Câmara, são os serviços de saúde, os bombeiros, a proteção civil, a metodologia e o conteúdo da informação a transmitir às crianças e jovens, envolver políticos e técnicos e fazer chegar a informação às pessoas” para que “cada cidadão esteja em condições de dar o seu contributo para que os problemas sejam menores”.

Carlos Humberto de Carvalho defendeu uma nova organização “para se alcançar os objetivos definidos para a Humanidade” que passa por “uma forma mais equitativa, mais sensível aos problemas ambientais e às alterações climáticas” e deu exemplos: “tratar melhor as florestas, dar mais atenção aos espaços naturais, utilizar veículos menos poluentes e utilizar mais os transportes públicos”.

“Os tempos que aí vêm não são fáceis, mas a nossa obrigação perante as dificuldades não é cruzar os braços, é agir, intervir e transformar o que é difícil numa potencialidade e com o empenho de todos, com juntar os saberes, as vontades e as sensibilidades, com certeza que atingiremos o objetivo de construir uma sociedade melhor e dar melhores condições de vida aos cidadãos”, concluiu.

Após a sessão de abertura seguiu-se a apresentação técnica do PMAAC-AML e a contextualização, cenarização e cartografia de riscos na AML por técnicos do CEDRU e do IGOT-UL.

Na segunda parte do workshop, os parceiros locais tiveram a oportunidade de intervir em duas sessões temáticas; no Grupo 1 – Recursos Hídricos; Agricultura e Florestas, Biodiversidade e Paisagem; e Zonas Costeiras e Mar; e no Grupo 2 – Segurança de Pessoas e Bens; Energia e Segurança Energética; Saúde Humana; e Transportes e Comunicações.

O Município agradece a todos os representantes das entidades que deram valiosos contributos para a elaboração do PMAAC-AML no que respeita ao concelho de Alcochete: o LNEC, a Unidade de Saúde Pública de Alcochete, o Serviço de Proteção da Natureza da GNR, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas/Reserva Natural do Estuário do Tejo, o Agrupamento de Escolas de Alcochete, a Comissão Permanente do Ordenamento do Território Urbanismo e Atividades Económicas da Assembleia Municipal, a Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal, a empresa TST - Transportes Sul do Tejo, o Hotel Al Foz/Grupo Libertas, o CENSA-Centro Social de São Brás, os bares Pikolé e Kimoa e o restaurante O Moinho da Praia, agradecimento igualmente extensivo aos técnicos municipais das diferentes áreas que também deram contributos igualmente valiosos decorrentes da sua experiência e dedicação ao serviço da autarquia e ainda aos técnicos municipais que estiveram na organização e que contribuíram para o sucesso da iniciativa.

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