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Conclusões (Provisórias)

O 1.º Encontro Sobre Espécies Exóticas Aquáticas no Tejo procurou divulgar o trabalho científico mais atual sobre este tema, com uma abordagem abrangente, do ponto de vista territorial e dos grupos taxonómicos analisados. Pretende-se que este evento seja uma forma de alertar o público em geral para esta problemática como sendo o 1.º passo para o avanço na gestão e priorização no controlo das espécies exóticas dos nossos ecossistemas aquáticos.

São aqui apresentadas as conclusões provisórias que serão serão posteriormente completadas com os resultados do debate que teve lugar neste encontro:

  • Nos ecossistemas aquáticos da bacia hidrográfica do Tejo (meio dulciaquícola, estuarino e costeiro) estão identificadas 57 espécies exóticas aquáticas, sendo 26 dulciaquícolas e 31 estuarinas-marinhas. Este número encontra-se me permanente atualização, sendo necessária a colaboração de todos os agentes que possam contribuir para um conhecimento mais completo sobre as espécies presentes no Tejo.
  • Os grupos taxonómicos com um maior número de espécies exóticas aquáticas no Tejo são as “Plantas e Algas” e “Peixes” com 16 espécies cada.
  • Os principais vetores e motivações de introdução no Tejo são o transporte em “Águas de Lastro e Incrustação” e a “Pesca Desportiva”.
  • Atualmente, a taxa de deteção de espécies exóticas aquáticas no rio Tejo é de cerca de duas novas espécies por ano.
  • Tirando algumas exceções sabe-se muito pouco dos impactos das exóticas nos ecossistemas aquáticos do Tejo. É prioritário avaliar os impactos na biodiversidade e o impacto económico (negativo ou positivo) destas espécies.
  • A monitorização da ocorrência de espécies exóticas aquáticas é essencial para agir atempadamente, atuando em prol da conservação da biodiversidade do rio e da manutenção dos serviços dos ecossistemas. Para isso é necessário criar competências sobre as espécies não-indígenas, incluindo ao nível das entidades decisoras, que incluam conhecimentos sobre identificação, regulamentação em vigor e possíveis medidas de prevenção para cada espécie.
  • Será necessário implementar novas formas de deteção de espécies exóticas, e avaliação de expansão das exóticas, usando informação fornecida pelos cidadãos (ex. ciência cidadã), e envolvendo os principais usuários dos ecossistemas aquáticos. Estes métodos contribuem com informação mais atual, mas permitem também a educação da sociedade civil, aumentando a perceção desta problemática.
  • Existe um grupo espécies exóticas que fornecem ganhos económicos para a Sociedade, por exemplo o Lagostim-vermelho-da-Luisiana, o Lucioperca e a Ameijôa-japonesa. É importante tentar harmonizar a atividade económica ligada a estas espécies com a sua segurança alimentar e, com a gestão sustentada destes novos recursos.
  • A regulamentação sobre estas espécies deverá considerar diferentes formas de atuação, de acordo com o caracter invasor das espécies e o tipo de utilização que as mesmas têm. Há espécies que são atualmente geridas como um recurso.

 

Com este encontro procurou-se reunir o conhecimento de todos sobre as espécies exóticas presentes na bacia hidrográfica do Tejo e espera-se que seja o ponto de partida para uma sensibilização mais alargada sobre os problemas inerentes à introdução de espécies exóticas e às medidas que podem ser postas em prática para prevenir e minimizar esses problemas.

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