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Religioso

Ermida de Nossa Senhora Conceição dos Matos

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Situada junto à Estrada Municipal 501, que liga Alcochete ao Samouco, a ermida foi construída na segunda metade do século XVI.
O templo apresenta uma arquitetura de tipologia maneirista, planta longitudinal composta por nártex de três arcadas, nave e capela-mor separada por um degrau.
Segundo a tradição, esta ermida teria sido dependência do palácio que a família do navegador Tristão da Cunha (neto do primeiro proprietário do palácio) possuía nas proximidades.
No pavimento da capela-mor existem sepulturas, sendo uma a de Tristão da Cunha e de sua mulher, conforme se lê: AQVI JAZ TRISTÃO DA CUNHA / E D. ANTONIA DA SILVA / SVA / MVLHER QVE POR DEVOÇÃO / ALI SE MANDOV ENTERRAR.


Ermida de Santo António da Ussa

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A Ermida de Santo António da Ussa, proposta pelo Plano Diretor Municipal (PDM) como monumento de Interesse Histórico e Artístico de âmbito local – Diário da Republica de 22 de Agosto de 1997.

Localizada em ambiente rural, isolada no meio de uma lagoa na Herdade da Barroca d’Alva, apresenta planta circular com cobertura em cúpula esférica, rodeada por muralhas de ameias quadrangulares que lhe conferem um aspeto fortificado.

O corpo da ermida é rasgado pelo pórtico, que apresenta vestígios de frontão semicircular. O interior do templo apresenta paredes cegas, e no lado oposto ao pórtico são visíveis os vestígios de um altar.

Um templo de modelo invulgar, com características renascentistas.


Igreja Matriz de Alcochete

A Igreja de São João Baptista, Matriz de Alcochete foi declarada Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.

O Monumento mais importante do Concelho está situada no Largo de São João em pleno centro da vila de Alcochete.

A fachada principal de empena triangular é marcada pelo volume prismático da torre sineira e pelo portal, com três arquivoltas, inserido num gablete e encimado por uma enorme rosácea.

Uma construção quatrocentista, claramente associada ao Infante D. Fernando (1433-70), pai de D. Manuel I e Mestre das ordens de Santiago, Avis e Cristo, como se pode comprovar pela presença das cruzes das ordens de Santiago e Cristo inserida e a rematar o gablete do portal principal, respetivamente.

Contudo o imóvel sofreu algumas alterações ao longo do tempo. A construção das antigas capelas de Pêro Lourenço e de Maria Lopes, dos Mascarenhas são exemplo disso e em que já foi adotado o estilo manuelino. O altar-mor sofreu obras de fundo em 1678. As intervenções de conservação e restauro efetuadas pela Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, na década de 40 do século XX, provocaram alterações significativas no monumento.


Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia, classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº2/96 de 6 de Março de 1996, apresenta um porte imponente com uma localização importante no contexto urbano, sendo ponto de confluência de duas linhas fundamentais à estruturação original do espaço urbano da vila – a linha da margem do Tejo e a linha para o interior (Rua Direita) que conduz à Igreja Matriz.

É uma construção ampla e de arquitetura simples. Apresenta planta longitudinal, composta pelo retângulo da nave a que se justapõe o quadrado do átrio e sala da irmandade. À nave adossam-se dois anexos: a sacristia e um corpo intermédio que estabelece a ligação entre esta e uma torre que permite o acesso à sala da irmandade. Ao átrio encontra-se adossado um corpo de planta quadrangular, a já referida torre. Esta torre sugere uma construção inacabada pela marcação parietal de dois sucessivos arranques não concluídos e pela sobreposição às cantarias de um dos arcos do átrio, apontando para uma construção posterior, o que é estranho uma vez que sem a torre não seria possível o acesso à sala da irmandade. Apresenta uma pequena estrutura sineira, no terraço que lhe serve de cobertura, desfasada do resto do edifício e que provavelmente datará do século XIX.

No interior, segue a tipologia das igrejas pertencentes às Misericórdias: uma única nave com cobertura de madeira, sem diferenciação estrutural a assinalar a capela-mor, existe apenas um desnível de 7 degraus sobrelevando o altar, para melhor visualização dos ofícios religiosos a partir da varanda da sala da irmandade.

Segundo a tradição oral, esta igreja teria feito parte do antigo palácio dos Infantes de Beja, onde teria nascido D. Manuel I (1469). A inexistência de provas documentais ou arqueológicas não nos permitem confirmar essa suposição, no entanto, nas imediações da igreja existem alguns elementos construtivos que indiciam a existência de uma importante construção, da qual, provavelmente a igreja faria parte.

A Igreja da Misericórdia foi recuperada e adaptada para albergar o Núcleo de Arte Sacra do Museu Municipal de Alcochete, que aqui se encontra desde 1993. Reúne um espólio essencialmente composto por pintura abrangendo todo o período compreendido entre os séculos XVI e XX, sendo de destacar o retábulo maneirista da autoria de Diogo Teixeira e António da Costa e a Bandeira da Misericórdia atribuída a Francisco Campos.


Igreja de Nossa Senhora da Vida

A Igreja de Nossa Senhora da Vida, classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 2/96, de 6 de Março de 1996, encontra-se adossada a edifícios nos lados sul e nascente.

Antiga igreja do Espírito Santo mandada construir, no terceiro quartel do século XVI, pelo Dr. Afonso Figueira e sua mulher Júlia Carvalho, ambos sepultados no local.

Apresenta planta longitudinal, composta pelo retângulo da nave, a que se justapõe o quadrado da capela-mor.

O interior composto por uma nave e capela-mor é coberto por abóbada rebaixada na nave e uma cúpula coroada com um lanternim constitui a cobertura da capela-mor.

O revestimento azulejar setecentista enquadra cenas alusivas à vida da Virgem.


Igreja de São Brás
  • A Igreja de São Brás, situada na vila de Samouco, proposto pelo Plano Diretor Municipal (PDM) como Monumento de Interesse Histórico e Artístico de âmbito Local – Diário da República de 22 de Agosto de 1997.
    Enquadrada em ambiente urbano, isolada e em destaque na principal praça da localidade, a Praça da Republica.

    Apresenta planta longitudinal, nave única, com capela-mor. O interior é composto pela nave com teto de caixotões tendo ao centro uma cartela com a figura de São Brás, as paredes da nave encontram-se revestidas, até cerca de metade, com azulejos azuis e brancos representando cenas da vida do orago.

    No séc. XVI as visitações da Ordem de Santiago referem os azulejos com cenas da vida de São Brás e o teto pintado.

    No séc. XVIII a igreja sofreu obras de remodelação, sendo por isso uma igreja de arquitetura quinhentista, barroca e rococó.


Pórtico do Extinto Convento de São Francisco
  • O Pórtico do Convento de S. Francisco ou de Nossa Senhora do Socorro classificado como Imóvel de Valor Concelhio pelo decreto nº2/96 de 6 de Março de 1996 é o que resta de um convento do século XVI.
    Em 1571 os frades descalços da província dos Algarves da Ordem de S. Francisco solicitaram, a D. Sebastião, a doação da ermida de Nossa Senhora da Sabonha para ai construírem um mosteiro.
    Face ao abandono em que se encontrava a antiga matriz de Alcochete e Aldeia Galega a doação foi concedida. E a construção do convento iniciou-se em 1572, tendo-lhe sido dado o título de Nossa Senhora do Socorro.
    O século XVII e o início do século XVIII corresponderam ao período de maior prosperidade do convento, altura em que as instalações foram ampliadas e em que maior número de frades teve.
    Em 1834 o convento de S. Francisco ou de Nossa Senhora do Socorro foi extinto e em 1838 é vendido em hasta pública e demolido, restando apenas o pórtico de acesso ao recinto do convento.
    Pórtico de três vãos em arco assentes em pilares quadrangulares, encimado por três frontões, os laterais rematados por pináculos, o central por uma cruz. Ornamentado com um conjunto de dez painéis de azulejos setecentistas figurados em azul e branco, representando do lado norte São Salvador da Horta, São Pascoal Bailão e Santo António e do lado sul São Boaventura, São Luís e São Francisco.

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