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Arqueológico

Igreja de Santa Maria de Sabonha

Templo do século XIII, recuperado no século XVI com a construção anexa de um convento franciscano, ganhando a nova designação de Nossa Senhora do Socorro, e vendido em hasta pública e destruído após a extinção das ordens religiosas, em 1834, tendo-se perdido a sua localização.

Recentes intervenções arqueológicas permitiram identificar restos das fundações desta estrutura, bem como a necrópole que lhe estava associada, identificaram-se ainda um conjunto de imagens de arte sacra (São Brás, Santo Antão e Menino Jesus), em calcário policromado, datadas de finais do século XIV, expostas no Núcleo de Arte Sacra do Museu Municipal.


Porto dos Cacos

Sítio localizado na margem direita da ribeira das Enguias, cujas escavações arqueológicas permitiram identificar um centro oleiro especialmente vocacionado para o fabrico de ânforas.

Foram identificados três fornos (com produção contínua entre os séculos I e V d.C.), um alinhamento de ânforas e uma área de necrópole. Apesar do abandono da atividade, a necrópole terá funcionado até ao século VIII. Permanece ainda por identificar a área residencial.

 

A Olaria Romana do Porto dos Cacos, sita na Herdade de Rio Frio, freguesia e concelho de Alcochete, está classificada como sítio de interesse público (SIP), através da Portaria n.º 591/2011, publicada  no Diário da República, 2ª série, n.º 121, de 27 de junho.

Nos termos do n.º 3 do artigo 32.º do Decreto -Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, a DGPC disponibiliza a portaria de classificação e fixação da respetiva ZEP em:

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/classificacao-de-bens-imoveis-e-fixacao-de-zep/diplomas-de-classificacao-e-de-desclassificacao/anos-anteriores/

https://dre.pt/application/dir/pdf2sdip/2011/06/121000000/2679326793.pdf


Quinta da Praia

Virado para os terrenos pantanosos das Salinas do Samouco, sobre um pequeno terraço suave e arenoso, identificou-se a única estação do Neolítico do concelho, durante a elaboração da respectiva Carta Arqueológica. O seu contributo poderá enriquecer a caracterização de um período ainda mal representado na região.

Dos trabalhos de prospecção de superfície recolheu-se elementos de uma indústria lítica assente sobre sílex e quartzito, caracterizado por núcleos de debitagem, raspadeiras, lamelas de dorso, elementos compósitos de foice e esquírolas residuais do processo de talhe. Os raros fragmentos cerâmicos possuem pastas de má qualidade, um deles com decoração plástica incisa. Eventuais escavações futuras trarão certamente novos elementos sobre este sítio.


Sítio da Conceição

Estação arqueológica do Paleolítico Médio, situado sob as áreas de serviço da Ponte Vasco da Gama. Ocupa um pequeno terraço, na época banhado pelo rio Tejo. Os trabalhos arqueológicos decorridos durante os Estudos de Impacte Ambiental da mesma ponte, permitiram atribuir uma datação do sítio de há 28 000 anos.

Os vestígios identificados caracterizam-se por objetos resultantes do talhe de seixos de quartzo, uma matéria-prima abundante na região. Dominam sobretudo os núcleos de quartzo, lascas de debitagem (muitas delas aproveitadas como objetos cutilantes ou raspadeiras) e as características lascas levallois.


Testemunhos Arqueológicos

A ocupação humana no território de Alcochete remonta ao Paleolítico. De entre os vários sítios deste período, o destaque vai para o sítio da Conceição, um acampamento com 28 000 anos, detectado e estudado aquando dos trabalhos de construção da Ponte Vasco da Gama. Nesta altura, o Homem escolheu estes terrenos junto ao rio para viver daquilo que a caça e a pesca lhe oferecia. Esta dependência directa dos recursos naturais implicava constantes deslocações das populações, em busca do seu alimento, sendo a maioria destes sítios ocupados temporariamente.

Nas proximidades do Samouco, na Quinta da Praia, encontra-se uma outra estação arqueológica, datada de há 7000 anos (Neolítico). Os alimentos obtidos com a caça e a pesca são agora enriquecidos com o que a agricultura e a pecuária fornece. Este domínio sobre os recursos da Natureza, possibilita uma maior sedentariedade dos grupos. Registam-se já as primeiras formas cerâmicas e a indústria da pedra lascada apresenta um elevado grau de desenvolvimento tecnológico, caracterizada por peças mais pequenas e de maior pormenor.

Os períodos subsequentes (Calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro, balizado grosso modo entre os 3º, 2º, e 1º milénios a.C., respectivamente) são caracterizados por um crescente desenvolvimento económico, comercial e cultural. São também períodos marcados por alguma tensão entre grupos o que leva a maioria das populações a defenderem-se em pontos altos, de difícil acessibilidade. A ausência de vestígios destes períodos em Alcochete, poderá justificar-se com a suave orografia que caracteriza a região.

A presença humana é retomada no período Romano, junto da margem direita da ribeira das Enguias, altura em que se construíram vários centros oleiros dedicados quase exclusivamente à produção de ânforas. O destaque vai para Porto dos Cacos, talvez a principal das olarias. A região é rica em argila e recursos florestais, bens essenciais para esta indústria. O produto seria daqui exportado por via fluvial para junto de outros centros especializados na produção de garum, identificados já na Baixa Pombalina, Cacilhas e junto à Torre de Belém. As ânforas eram meros contentores desse garum (um tipo de preparado piscícola para condimento culinário), as quais auxiliavam o respectivo transporte marítimo, para o restante império. Uma vez chegadas ao destino, a maioria delas eram destruídas.

Apesar da sugestão dada pelo topónimo árabe “Alcochete”, não foram ainda encontrados vestígios deste período na região. O testemunho Medieval mais antigo remonta a 1252, já sob o domínio cristão, ano em que se inicia a construção da Igreja de Santa Maria de Sabonha, na actual povoação de São Francisco.

Quanto à vila de Alcochete, os vestígios arqueológicos e arquitectónicos não antecedem os séculos XV / XVI. A vila terá mesmo beneficiado de um franco crescimento nos inícios da Modernidade, altura em que a realeza aqui desfrutava de um pequeno paço para repousar. D. Manuel I aqui nasceu em 1469 e o mesmo monarca atribuiu foral à vila em 1515.

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