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Personalidades

No Concelho de Alcochete são algumas as figuras que se distinguiram ao longo da história local.

  • Beato Manuel Rodrigues

    Natural de Alcochete este estudante católico, morreu pela fé que abraçou. Foi um dos 40 Mártires do Brasil.

    Em 1570 integrou a missão de evangelização no Brasil, liderada pelo jesuíta Inácio de Azevedo. A missão parte do Tejo a 5 de Junho desse ano, na nau Santiago, mas foi atacada, no mar das Canárias, pelos Calvinistas chefiados por Jacques Sória, a 15 de Julho de 1570, responsáveis pela martirização de todos os seus ocupantes.
    Desde 1970 que se celebra, a 17 de Julho, a sua memória litúrgica.

  • Brigadeiro Henrique Calado

    Nasceu no dia 12 de Junho de 1920, no concelho de Alcochete.

    Foi uma das grandes figuras do hipismo português e o cavaleiro com mais vitórias em Grandes Prémios, no país e no estrangeiro. Várias vezes olímpico, distinguiu-se por um perfeito “binário” que formava com os cavalos que montava. Destacam-se, entre outras, as suas prestações nas olimpíadas de Londres (1948), com o 18.º lugar; de Helsínquia (1952), com 16.º lugar; de Estocolmo (1956), com o 7.º lugar e de Roma (1960), com o 11.º lugar.

    Passou à reserva com o posto de brigadeiro.

    Faleceu em 2001.

  • Carlos Ferreira Prego, 3.º Barão de Samora Correia

    Nasceu em Alcochete no ano de 1857.

    Filho único do segundo matrimónio de seu pai – o 2.º Barão de Samora Correia – foi comendador da Ordem de Cristo e fidalgo da Casa Real.

    No seu testamento, datado de 5 de Abril de 1901, legou à Misericórdia de Alcochete uma importante parcela da sua fortuna para a construção, no palácio e dependências que possuía em Alcochete, de um asilo, que deveria ser denominado de Asilo do Barão de Samora Correia.

    A Santa Casa da Misericórdia deu cumprimento às disposições testamentárias mandando edificar o Asilo Barão de Samora Correia.

    Faleceu em Lisboa, no seu palácio na Avenida da Liberdade, no dia 12 de Julho de 1902.

  • Ciprião de Figueiredo

    Natural de Alcochete, foi Juiz de Fora em Viana do Castelo e Corregedor nos Açores.

    Foi partidário e defensor de D. António, Prior do Crato. Combateu na Ilha Terceira.
    Acompanhou D. António no seu exílio em França e foi seu testamenteiro. Depois da morte do Prior do Crato, Ciprião de Figueiredo ficou ao serviço de França, onde morreu em 1608. Deixou vários escritos, em que defendia a legitimidade de D. António, como sucessor ao trono de Portugal.

     

  • D. António Luís Pereira Coutinho

    António Luís Pereira Coutinho Pacheco Patto Nogueira de Novais Pimentel, 5º Marquês de Soydos, nasceu em Lisboa, no dia 9 de Agosto de 1818.

    Foi no solar da sua família em Alcochete – actual edifício dos Paços do Concelho – que o 5.º Marquês de Soydos residiu e onde nasceram os seus filhos. Em 1852, quando o seu pai faleceu, D. António, na qualidade de primogénito e sucessor, assumiu a administração da casa.

    Testemunhos da sua afeição por Alcochete são os seus actos na Sessão de Câmara do dia 4 de Março de 1875 e aquando da perda da autonomia do concelho. Na primeira situação, D. António fez anunciar a dádiva de um terreno, com uma área de 14.510 m2, contíguo ao largo do Rossio e destinado a um passeio público; na segunda, fez saber que disponibilizava a totalidade das suas posses em prol da restauração da autonomia municipal.

    Foi o primeiro Presidente do Município restaurado.

    Faleceu, no seu solar em Alcochete, no dia 9 de Agosto de 1908, dia em que fazia 90 anos.

  • D. Heitor de Valadares de Sotomaior

    Colegial do Colégio de S. Pedro, em Coimbra, doutor em teologia e professor da Universidade de Coimbra, foi Bispo de Ceuta nos anos de 1613 a 1626.

    Natural de Alcochete, pertencia à família Valadares Sotomaior. Alguns membros desta família estão sepultados na capela-mor da Igreja Matriz.

  • Eduardo Avelino Ramos da Costa

    Nasceu em Lisboa em 1881.

    Concluiu o 4.º ano do Curso Geral de Matemáticas e de Ciências Físico-Químicas da antiga Escola Politécnica de Lisboa, ingressado na antiga Escola do Exército onde frequentou o curso de Artilharia.

    Ao longo da sua carreira militar recebeu inúmeros louvores. Foi também agraciado com a Comenda da Ordem de Avis, o Colar da Ordem de Santiago, as Medalhas de Ouro de Serviços Distintos e de Comportamento Exemplar e ainda as Medalhas de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa e as de Campanha de França e da Vitória.

    A sua actividade não se restringiu à vida militar, o coronel Ramos da Costa instituiu a Tuna Académica da antiga Escola Politécnica, em Lisboa, criou, em 1910, o Batalhão Voluntário da República, em Santarém, pugnou pelo estabelecimento do Canal navegável entre o Tejo e o Sado, pela construção da Ponte Sobre o Tejo entre Xabregas e o esporão do Montijo e ainda pela criação, em Alcochete, da Indústria Siderúrgica.

    Foi autor de valiosos trabalhos, nomeadamente: O Concelho de Alcochete, O Campo de Tiro de Alcochete e a História da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
    A sua ligação a Alcochete, terra natal da sua avó paterna, torna-se perceptível pelos estudos e acções empreendidas em prol da localidade.

    Copiou e fez publicar, em 1909, o Compromisso da Irmandade da Sacratíssima Virgem Nossa Senhora da Vida, datado de 1672.

    Nesse mesmo ano fez o levantamento da Carta Topográfica concelhia, à escala de 1:50.000, oferecendo-a à Câmara Municipal. Ampliou a carta topográfica da vila que havia sido elaborada pelo Eng.º Tomé Martins Vieira, e com base nela elaborou um Projecto de Urbanização.

    Em 1939, depois de muito instado por vários accionistas, e não-accionistas, da Empresa Portuguesa de Navegação Fluvial, proprietária do vapor Alcochete, aceitou o encargo de tentar não só recuperar a descapitalizada e desorganizada empresa, como manter em funcionamento (ou substituir), aquele velho vapor, aliás há muitos anos condenado por peritos da Capitania do Porto de Lisboa. Não obstante, não lhe foi possível ver realizado o seu sonho de ver o concelho de Alcochete dotado de um novo vapor com as características mais consentâneas com as necessidades do concelho – um ferry-boat.

    Em 1970 faleceu, com 89 anos de idade.

  • Francisco Rodrigues da Cruz

    O Padre Francisco Rodrigues da Cruz, nasceu em Alcochete no dia 29 de Julho de 1859.

    Aos 9 anos ingressou, como interno, no Colégio Europeu e mais tarde, já como aluno externo, frequentou o Mainense, o Instituto Industrial e o Liceu, onde estudou retórica, grego e filosofia. Com 16 anos de idade, partiu para Coimbra, matriculando-se na Faculdade de Teologia.

    Depois de ter concluído o curso de teologia em 1880, com o grau de Bacharel, e como não tinha a idade canónica para ser ordenado sacerdote, (contava apenas 21 anos incompletos) foi para o Seminário de Santarém ensinar Filosofia. A 3 de Junho de 1882 recebeu a ordem de presbítero, celebrando, a 25 de Junho, a sua primeira missa.

    Todavia, em Santarém começou a sofrer um esgotamento que se agravou em 1886, ano em que foi obrigado a renunciar ao ensino, e em que, a convite do Provedor do Colégio dos Órfãos de S. Caetano em Braga, assume a direcção daquela instituição.

    Com 81 anos ingressou na Companhia de Jesus, e celebra a sua última missa no dia 1 de Dezembro de 1947, já bastante doente. No dia 1 de Outubro do ano seguinte veio a falecer vítima de um colapso cardíaco.

  • José André dos Santos

    Alcochetano de nascimento, José André dos Santos foi o grande impulsionador das Festas do Barrete Verde e das Salinas, que se realizam com esta denominação desde 1943. O jornalista de formação tirou partido da realização de festas associadas a uma corrida de touros anual cujas receitas revertiam a favor da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, para criar as tão afamadas Festas.
    Ele é portanto o criador destas emblemáticas Festas que anualmente atraem milhares de visitantes à Vila Ribeirinha.
    José André dos Santos foi o primeiro Presidente da Assembleia Geral do Aposento, eleito em Assembleia Geral 25 de Janeiro de 1948, e enquanto jornalista e através dos seus conhecimentos nos jornais “O Século” e “Diário de Notícias” conseguiu promover as Festas nestes dois periódicos, o que motivou a Autarquia a atribuir o nome daqueles dois periódicos a duas ruas da Vila.
    Como reconhecimento por tudo o que fez pelas tradições locais, a Câmara Municipal atribui à rua onde está sedeado o Aposento do Barrete Verde o topónimo de Rua José André dos Santos.
    Faleceu em Lisboa a 3 Setembro de 1967.
    A poetisa alcochetana Leonor Matos colocou no papel as palavras que melhor definem José André dos Santos:
    “É a pedra viva que todos os anos, na segunda semana do mês de Agosto, se renova no coração daqueles que o amavam e que o recordam.”

  • Luís Cebola

    Nasceu em 1877 em Alcochete e faleceu em Lisboa a 11 de Março de 1967.

    Enquanto estudante, fundou e dirigiu um jornal académico e uma revista literária. Fez parte do movimento liberal de 1898, encarregando-se da propaganda e proferindo discursos e conferências. O plano de trabalhos preparatórios para a fundação da Associação Académica de Lisboa surgiu da sua iniciativa.

    Formou-se na Escola Médica Cirúrgica de Lisboa em 1906 e especializou-se na clínica das doenças nervosas e mentais, tornando-se um dos mais notáveis psiquiatras do país.
    Autor de valiosos trabalhos científicos (muitos dos quais distinguidos em congressos nacionais e internacionais) foi reconhecido como cientista de prestígio nas áreas da Neurologia e Psiquiatria, sendo no entanto também reconhecido o seu mérito literário – foi poeta de talento e escritor brilhante, tendo uma vasta obra publicada. Foi o autor da letra do Hino da Restauração do Concelho.

    Foi considerado um homem de trato cativante, inteligência esclarecida e espírito requintado de artista, foi sempre coerente com as suas ideias de republicano e democrata. (in Jornal A República, de 11 de Março de 1967).

  • Marcelino Vespeira

    Nasceu em 1925, no Samouco, freguesia do concelho de Alcochete, onde passou a sua infância, sendo considerada pelo pintor como uma das fases mais importantes da sua vida.

    Fez o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa.

    É considerado um dos grandes pintores portugueses contemporâneos, tendo-se notabilizado pela versatilidade. Integrado na corrente neo-realista da pintura portuguesa notabilizou-se com a sua participação na I Exposição Geral de Artes Plásticas na Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1946.

    Em 1947, na II Exposição Geral de Artes Plásticas, Marcelino Vespeira, apresenta já alguns desvios em relação à corrente neo-realista e em 1948 a ruptura é total, adere ao surrealismo recusando-se a participar na III Exposição Geral de Artes Plásticas.

    Na fase surrealista colaborou na execução de Cadavre Exquis e participou na primeira exposição do Grupo Surrealista de Lisboa, em 1949, “destacando-se como o pintor mais interessante do conjunto (…) Os quadros que apresentou afirmam-se pela imaginativa desconstrução do corpo feminino e pelo tenso erotismo que deles irradiava.”

    Nos anos 50 passou pelo abstraccionismo geométrico, e participou no 1.º Salão de Arte Abstracta. Contudo, as obras desta fase foram destruídas pelo pintor que a classificou como uma experiência negativa.

    Em 1971 foi seleccionado com mais 10 pintores para executar uma nova decoração no café A Brasileira, em Lisboa. Foi também Marcelino Vespeira que produziu o logótipo do movimento de Dinamização Cultural do MFA.

    Em 2002 faleceu, com 77 anos.

  • Padre João Rodrigues Girão

    Nasceu nesta Vila em 1559 e morreu em 1633, com a idade de 74 anos.

    Entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em Coimbra, em 1576, tendo ido para o Oriente como missionário, em 1583. Percorreu toda a Índia, pregando o Evangelho de Cristo, foi depois missionário no Japão, onde aprendeu a língua dos nativos para melhor fazer compreender a doutrina cristã. Não foi só missionário, mas ainda evangelizador e escritor emérito, sendo autor de várias obras e biógrafo de S. Francisco Xavier.

    Escreveu entre outros livros: Arte da língua do Japão, escrita no ano de 1604 no colégio Nauguasaqui (Japão); Arte breve e arte grande da língua japoa, escrita em 1624 no colégio da Madre de Deus em Macau.

    Pelos serviços beneméritos prestados nos sertões orientais em prol da religião católica foi mais tarde canonizado por determinação do Sacro Colégio.

  • Raul Carapinha

    Raul Carapinha nasceu em Alcochete a 11 de Novembro de 1876.

    Aos oito anos de idade, fica órfão de pai e ingressa na real Casa Pia de Lisboa. Em 1891 matricula-se na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, no curso de Desenho Geral e Pintura Histórica, a expensas da Casa Pia. O seu percurso de aluno de Belas-Artes foi bem sucedido, obteve boas classificações e várias condecorações. É ainda na condição de aluno que começa a ensinar desenho e pintura no ensino particular.

    Em 1899 termina os estudos e inicia funções na Câmara Municipal de Lisboa. Da sua actividade na Autarquia, conhecemos, entre outros trabalhos, a criação do Estandarte Municipal, da Bandeira Municipal, bem como o projecto da Estufa Fria do Parque Eduardo VII, que lhe valeu um louvor em sessão pública.

    A partir de 1918 expõe regularmente na Sociedade Nacional de Belas Artes, da qual foi sócio fundador, no Salão Estoril, na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, no Grémio Artístico, actualmente museu do Chiado, ao lado de Silva Porto, Malhoa, Columbano e muitos outros grandes pintores da época.

    Pelo seu trabalho recebeu várias condecorações e distinções.

    Artista de inegável valor, deixou-nos uma vasta obra. Muitos dos seus óleos, aguarelas e desenhos a lápis encontram-se espalhados pelo país, em colecções particulares e em vários museus, nomeadamente, no Museu do Chiado e Museu da Cidade, em Lisboa, no Museu Grão Vasco, em Viseu e no Museu de Évora.

    Morreu em Lisboa em 1957, com 81 anos.

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