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Samouco celebra Dia Internacional da Mulher com munícipes da freguesia

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14 Março 2017
As mulheres do Samouco foram, ontem, 12 de março, homenageadas pela junta de freguesia com a realização de uma sessão solene que contou com as presenças da deputada Heloísa Apolónia, do partido ecologista “Os Verdes”, e dos autarcas locais. Por ocasião de mais um Dia Internacional da Mulher, durante a cerimónia e nos discursos oficiais, foram também relembradas as constantes reivindicações das mulheres ao longo da História por melhores condições de vida, valorização profissional e igualdade na sociedade.

Perante um salão lotado de público feminino, o presidente da junta de freguesia de Samouco, António Almeirim, abriu os discursos oficiais e depois de agradecer a todos os que marcaram presença nesta sessão proclamou o poema “Tenho Barcos, Tenho Remos” de Zeca Afonso, em que o compositor português refere: “Já fui mar já fui navio / Já fui chalupa escaler / Já fui moço, já sou homem / Só me falta ser mulher”.

Num discurso mais político, o presidente da câmara municipal constatou que, apesar da evolução significativa da sociedade, a verdade é que ainda persiste a desigualdade de género: “De facto não há igualdade entre homens e mulheres e isso verifica-se aos mais diversos níveis da nossa vida em sociedade: muitas mulheres não são iguais, ou pelo menos não lhes são reconhecidos os mesmos direitos que aos homens, na família, no trabalho e em sociedade”.

“Por isso se percebe que as mulheres tiveram e têm que lutar quotidianamente para assumirem um papel mais relevante na nossa sociedade para efetivamente terem direitos iguais aos homens”, prosseguiu Luís Miguel Franco, dando como exemplo o mundo profissional em que as mulheres continuam a ser fortemente penalizadas.

“As assimetrias são terríveis no plano laboral: para cargos iguais, as mulheres auferem, normalmente, menos vencimentos que os homens; ao nível da maternidade muitas das vezes são discriminadas porque, tendo essa qualidade de serem mulheres podem engravidar e, quando engravidam, algumas são despedidas ou pressionadas para o mais rapidamente possível exercerem a sua profissão e isso é uma forma de discriminação”, destacou o autarca.

Heloísa Apolónia também participou nesta sessão e partilhou de viva voz a sua experiência de vida enquanto mulher, mãe e deputada da Assembleia da República. Num diálogo muito agradável, a deputada relatou alguns episódios vividos na primeira pessoa e o quão difícil foi, por vezes, conjugar o exercício do cargo de deputada e o trabalho parlamentar com a maternidade.

A deputada elencou uma série de alterações que deveriam ser feitas na lei, para que haja “(…) uma digna participação, um digno empenho das mulheres aos mais diversos níveis designadamente no trabalho”.

“É também do conhecimento público que as mulheres têm muito mais dificuldade em chegar aos cargos de chefia do que os homens e não é por falta de talento, nem por falta de qualificações com certeza, até porque, hoje, na nossa sociedade temos uma qualificação das mulheres até superior à dos homens, mas, de facto, para além de alguns preconceitos que possam ainda estar enraizados na nossa sociedade, não há dúvida que as matérias da maternidade continuam a prejudicar imenso as mulheres. (…) Há que promover alterações à legislação e tomar medidas políticas concretas, no sentido de não discriminar as mulheres em função da maternidade designadamente no emprego e no acesso ao trabalho”, destacou Heloísa Apolónia.

Numa tarde em que foram abordados os direitos da mulher e também situações de desigualdade, a deputada do partido ecologista “Os Verdes” não deixou de referenciar que a violência doméstica continua a ser “uma chaga social” que tem que ser erradicada e a sensibilização das gerações mais novas para a questão da violência do namoro é, sem dúvida, uma preocupação muito atual e que tem que ser combatida.

Samouco vai ter “nova” Praça da República

Durante a cerimónia, Luís Miguel Franco anunciou ainda que, a curto prazo, a câmara municipal dará início a uma obra relevante para a freguesia do Samouco: “o procedimento já se iniciou e a câmara municipal vai requalificar a praça da República e toda a envolvente da igreja de São Brás e vamos ter “uma sala de visitas” muito mais apelativa do que aquela que temos hoje”.

“Vamos ter uma praça da República digna, um espaço de lazer e lúdica, em que cada um de nós possamos estar, conviver e usufruir destes ares fabulosos do Samouco”, reforçou.

A sessão solene evocativa do Dia Internacional da Mulher contou com a atuação do grupo Gerações que apresentou ao público um repertório bem português. “Ceifeira, Linda Ceifeira!”, “Tirana”, “Jardim dos Sentidos”, “Trago Alentejo na Voz”, “Alentejanas e Amorosas”, “Maria”, “Olha a Noiva se vai Linda”, “História do Zé Passarinho”, “A Rosa”, “Lampião” e “Lira Açoriana” foram os temas que se puderam ouvir, e cantar, durante esta tarde de convívio.

No final, a junta de freguesia de Samouco ofereceu ainda flores e uma oferta simbólica às munícipes presentes.

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