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Municípios da AMRS querem aeroporto no Campo Tiro

Confimprensa 14fev17 1 750 2500
14 Fevereiro 2017
Os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Palmela, Seixal e Sesimbra firmaram ontem, 13 de fevereiro, a sua posição institucional quanto ao aeroporto de Lisboa. Conhecida a intenção do Governo em utilizar a base aérea n.º 6 no Montijo como terminal complementar ao aeroporto da Portela, os municípios consideram que a construção do NAL no Campo de Tiro seria a solução que mais corresponderia às necessidades do País e da Região.

Esta tomada de posição foi tornada pública, ontem, durante a conferência de imprensa que decorreu em Alcochete, nos Paços do Concelho, durante a qual os autarcas divulgaram também que vão solicitar, com a maior brevidade possível, uma audiência ao Primeiro-Ministro para apresentarem as suas preocupações quanto a esta matéria.

Para além de defenderem a solução de construção do aeroporto no Campo de Tiro, nesta tomada de posição, os municípios criticam o facto de nunca terem sido auscultados durante todo o processo e, quanto à solução base aérea n.º 6, contrapõem que a mesma a longo prazo, será limitada na sua capacidade de resposta e trata-se de uma opção que vai beneficiar essencialmente a Vinci Airports, empresa francesa que detém ANA Aeroportos, que, desta forma, “(…) vê-se desobrigada de investir num novo aeroporto (…)”, assumindo encargos menores com a adaptação das pistas e instalações da base aérea.

“Não é aceitável que uma decisão desta importância, com impactos diretos na Região, esteja em vias de ser tomada e anunciada formalmente, sem que os municípios (…) que tutelam o território onde essa infraestrutura será instalada, tenham sido envolvidos ou auscultados, (…) com eventual exceção do município do Montijo”, começou por destacar o presidente da AMRS, Rui Garcia.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Luís Miguel Franco, salientou ainda que os “(…) municípios têm competências nesta matéria e têm inclusivamente que emitir pareceres relativamente a esta temática porque inexistem estudos de impacte ambiental e é necessário que os mesmos sejam produzidos. O Governo vai celebrar um memorando de entendimento sem possuir esses estudos”.

O autarca reforçou que perante “(…) o atual estado de conhecimento onde nos encontramos só nos podemos basear num único estudo existente e válido que possuímos, que foi produzido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que, relativamente ao estudo comparativo entre o Campo de Tiro e a OTA identificou, comprovadamente, o Campo de Tiro como o local certo para a instalação, embora faseada, de um aeroporto internacional”.

“Quando pretendemos que Portugal se assuma como um país competitivo, podendo funcionar como uma plataforma transatlântica de tráfego de aeronaves, não compreendemos porque razão é que o Governo, perante a possibilidade de impor à ANA Aeroportos a construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa está a adotar a posição que, naturalmente, é mais confortável para a entidade privada neste negócio”, destacou Luís Miguel Franco.

Face ao exposto, e perante os dados existentes, o autarca Rui Garcia reforçou que a solução que mais beneficia o País e a Região é a construção faseada do aeroporto no Campo de Tiro, sendo esta uma “(…) solução que garante crescimento económico, que garante desenvolvimento e apetrechamento do país para enfrentar as necessidade e as previsões de crescimento de tráfego aéreo quer de passageiros, quer de mercadorias durante um longo período”.

De acordo com a tomada de posição, sendo este um investimento estruturante para a Região, a solução NAL no Campo de Tiro vai ao encontro de outros investimentos estratégicos como a Plataforma Logística do Poceirão, a terceira Travessia do Tejo e a Alta Velocidade Ferroviária.

Tomada de posição

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